NOTA PÚBLICA DE REPÚDIO

A Associação Nacional Mulheres pela Vida manifesta publicamente sua profunda indignação e veemente repúdio à nova versão da Caderneta da Gestante lançada pelo Ministério da Saúde do Governo Federal.

Um documento que deveria existir exclusivamente para proteger a maternidade, acolher mulheres e fortalecer a vida desde a concepção passou a carregar conteúdos e terminologias que afrontam valores fundamentais da dignidade humana, da maternidade e da proteção integral da criança.

É inadmissível que uma caderneta voltada às gestantes normalize abordagens relacionadas ao aborto e utilize expressões ideológicas como “pessoas que gestam”, apagando simbolicamente a figura da mulher e da mãe.

A maternidade não pode ser reduzida a uma construção ideológica. Mulher é mulher. Mãe é mãe. A gestação carrega não apenas aspectos biológicos, mas uma profunda realidade humana, emocional, espiritual e social que merece respeito e valorização.

Repudiamos qualquer tentativa de enfraquecer a cultura da vida e de relativizar a dignidade do nascituro por meio de políticas públicas que deveriam, acima de tudo, proteger os mais vulneráveis.

Enquanto milhares de mulheres brasileiras enfrentam abandono, violência, pobreza e solidão durante a gestação, o que o país necessita urgentemente são políticas públicas de acolhimento, suporte psicológico, assistência social, fortalecimento familiar e incentivo à maternidade — e não instrumentos que contribuam para a banalização da vida humana.

A Associação Nacional Mulheres pela Vida reafirma seu compromisso inegociável com:

  • a defesa da vida desde a concepção;
  • a valorização da maternidade;
  • o fortalecimento da mulher;
  • a proteção da infância;
  • e a promoção da família.

Não nos calaremos diante de iniciativas que atentem contra a dignidade da mulher e da vida humana.

Seguiremos firmes na missão de promover esperança, acolhimento e defesa da vida em todas as suas fases.

“Uma sociedade verdadeiramente humana protege suas mães, acolhe suas crianças e honra a vida.”

Ana Flávia Silva
Presidente da Associação Nacional Mulheres pela Vida